Cartaz X Mostra Espírita de Dança

Olá seres dançantes *-* !!
Tudo bem com vocês ?

Bom, a X Mostra de Dança está chegando, e o cartaz prontissimo.

Ficou lindo, né ? *-*
HAHAHAHAHAHAHA’

As incrições também já estão abertas:
01 DE ABRIL Á 10 DE JUNHO DE 2011.

Para mais informações entre em contato com a gente: mostraespiritadedanca@hotmail.com

Falando de Arte Espírita

A CASA ESPÍRITA PRECISA DE ARTE?

Se sua resposta é: NÃO! Você tem duas opções: continuar lendo ou fechar essa página e ir embora.

Já que você ainda está por aqui sua resposta foi SIM!

Ou resolveu nos dar uma chance. Parabéns por sua escolha!

A Instituição espírita, como núcleo de prática e divulgação doutrinária, necessita ter atividades que alcancem metas e objetivos de sua existência. As atividades de teatro, música, dança e artes plásticas, podem contribuir com a missão da Casa Espírita de promover a formação do homem de bem.

A expressão artística permite a percepção do Espiritismo pelos canais da intuição, dos sentimentos, da emoção e da vibração.

A prática artística na casa espírita deve ser um espaço para que o indivíduo desenvolva seu potencial criador e transformador, cultivando a desinibição, a criatividade e a interação com o próximo. O indivíduo estabelece assim uma ação comunicativa e mobilizadora, alimentando hábitos de sucesso para si e sua instituição.

O trabalho de arte valoriza o indivíduo como entidade peculiar, o que serve de estímulo ao crescimento espiritual. O indivíduo que cresce estimulado integralmente, estabelece novas formas de convívio em grupo, deixando de lado o modelo autocrático.

O desejo de inovação é inato no trabalho de artes, o que possibilita novas oportunidades de atuação do trabalhador espírita, qualificando a sua ação produtiva na instituição.

A arte se apresenta na sociedade como meio de comunicação potente e ágil, tornando-se fundamental na ampliação da divulgação do conhecimento espírita.

Baseando-se nestes tópicos, podemos afirmar que o trabalho de arte, dentro da casa espírita, não deve ser um instrumento complementar, mas um processo fundamental de divulgação doutrinária e crescimento sócio-educativo do indivíduo, numa atitude saudável e integral, ou seja, o trabalho de arte não de ser relegado a segundo plano na estrutura organizacional da instituição, mas devidamente valorizado como poderoso instrumento de formação do homem de bem.

QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE A PRÁTICA DA ARTE PODE TRAZER À INSTITUIÇÃO:

Quando planejada, orientada e em constante processo de avaliação, a existência de atividade artística na instituição pode contribuir para:

  • Integração entre os departamentos e setores da casa;
  • Enriquecimento do ambiente doutrinário;
  • Dinamismo das atividades de estudo;
  • Geração de boas energias para as atividades espirituais;
  • Fortalecimento dos laços de amizade e fraternidade entre os trabalhadores;
  • Estudo do espiritismo por parte dos integrantes do trabalho artístico

ARTE NA CASA ESPÍRITA?

Allan Kardec foi o responsável pela codificação do Espiritismo trazendo, para todos, no século XIX, a oportunidade de ter em mãos conteúdos sistematizados de uma nova religião, que trouxe um caminho desafiador para nossa evolução.

Em cinco livros – O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e A Gênese, ele traçou as bases fundamentais da Doutrina renovadora que devemos praticar dentro e fora das casas espíritas. São informações que respondem às nossas principais dúvidas existenciais e nos fornecem as diretrizes mais acertadas para realizarmos uma ação coerente e qualificada.

O trabalho de arte implementado dentro das instituições espíritas tem como dever maior, assim como todas as outras atividades, seguir os ensinamentos básicos de Kardec e transportá-los para a experiência cotidiana.

Os conteúdos trabalhados não podem se desvirtuar daquilo que foi explicitado pelo Pentateuco esclarecedor, devendo-se, em cada produção artística, ter o maior cuidado em investigar as coerências doutrinárias que são expostas. Não é censura elo arcaísmo fútil das “falsas regras impostas pela doutrina”, que nascem de uma crença cega e uma ignorância inútil. É simplesmente respeito e compromisso com os princípios espíritas que abraçamos.

A expressão artística possui uma liberdade estética que a coloca numa vastidão de possibilidades para trabalhar determinado tema, mas este deve seguir os princípios espíritas.

Existe em nossos costumes tradicionais uma necessidade de tornar a arte uma forma obrigatória de “catequizar” o outro, mostrando verdades que devem ser aceitas sem questionar. A arte vai além disto, ultrapassa qualquer forma de enrijecimento doutrinário e expõe uma mensagem por vias mais envolventes, deixando aberta ao público uma diversidade de interpretações, facilitando assim, com que cada um veja e sinta aquilo que necessita para o seu aprendizado.

Utilizar a arte como “catequese espírita” é restringi-la, diminuindo suas possibilidades.

“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.”

(Emmanuel – O Consolador)

“O artista verdadeiro é sempre o médium das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano.”

(Emmanuel – O Consolador)

“Existe hoje grande número de talentos com a preocupação excessiva da originalidade, dando curso às expressões mais extravagantes de primitivismo, esses são os cortejadores irrequietos da glória mundana (…) passarão como zangões da sagrada colméia da beleza divina, que, em vez de espiritualizarem a natureza, buscam deprimi-la com as suas concepções extravagantes e doentias.”

(Emmanuel – O Consolador)

Feliz 2011…

Para Refletir…

“…mire, veja:

o mais importante e bonito do mundo é isto;
que as pessoas não estão sempre iguais,

ainda não foram terminadas,

mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam.

Verdade maior.

É o que a vida me ensinou.”

 

João Guimarães Rosa,

Grande Sertão: Veredas

 

Reflexão – IX Mostra

“Pra você”

Mariangela Damiani

 

 

 O meu mundo de sonho e cor

Pra você que se faz tão presente

Neste mundo de provas e dor

Pra você que está sempre comigo

 Nestas horas de luta e amargor

 Pra você meu amigo sincero

Ofereço um ideal de amor

Amigo de risos e choros

 Entre telas, cifras e textos

 Ou em passos, giros e aplausos

Por momentos de erros e acertos

Pra você quero ofertar

Esta mais bela canção

 Pra você quero dançar

 Amigo do meu coração

Dança nas penitenciárias

Dançarinos Prisioneiros:

Estes são os dançarinos prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação da
Província de Cebu. Têm imensas coreografias – que fazem sucesso, muitas no
youtube e que foram uma idéia de Byron Garcia, um consultor de segurança do
governo da província de Cebu. Ele afirma que a nova rotina de exercícios
melhorou “drasticamente” o comportamento dos presos e dois ex-detidos
transformaram-se em dançarinos desde então.
“Usando a música, pode envolver o corpo e a mente. Os prisioneiros têm que
contar, memorizar passos e seguir a música”, disse Garcia à BBC.
“Os prisioneiros dizem-me: “precisa colocar a sua mente longe da vingança,
da loucura ou de planos para escapar da prisão ou juntar-se a uma gangue’”,
acrescentou Garcia.

A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detidos na prisão de Cebu,
excepto para os idosos e doentes.

Deixo o comentário abaixo, tal como o recebi

Já tinha visto outros vídeos da mesma autoria deste, mas não podia deixar de
enviar este. Trata-se de mais um vídeo realizado por prisioneiros filipinos,
que estão cada vez melhor naquilo que fazem… até já filmam em HD e tudo!

Na minha opinião, o melhor dos vídeos realizados pelos já famosos
prisioneiros filipinos, e digo isto não só pela coreografia (do filme This
Is It) mas também pela letra (They don’t care about us) e pela mensagem que
transmite. Simplesmente fantástico!!! Para ver e partilhar!

Clique no link abaixo para ver o vídeo

Relatos IX Mostra Espírita de Dança

Em Processo Gestacional

                                                                                                Por Denize de Lucena[1]

No milagre da gestação, DEUS em Sua infinita SABEDORIA, colocou o mistério da VIDA em duas chaves que só funcionam juntas. Com isto, nos ensina que a vida surge da SIMPLICIDADE e da COOPERAÇÃO. O aprendizado se completa quando na matemática de DEUS, dois que viraram um se multiplicam, se subdividindo e se transformando. Assim, do zigoto saem todas as células que se transformarão no altamente complexo organismo humano, relembrando o conceito socrático de ato e potência. Foi desta maneira que vimos o milagre da GESTAÇÃO acontecer na IX Mostra Espírita de Dança, abrigada pela pacata cidade de Araras, interior de São Paulo.

 O chegar foi, para muitos, a mistura de dor e prazer de quem se envolve com um ato que, espera, lhe TRANSFORME. Chegamos carregando com nossas bagagens as dificuldades, os contratempos, as surpresas e imprevistos que se transformarão em momentos de risos daqui pra frente.

 Chegamos e fomos preenchendo os espaços, todos os espaços. As células da gestação IDE e PARQUE se uniram formando o zigoto da Mostra, e bdividindo-se, geraram oficinas, curso, estudos, apresentações, reuniões. Espaços diferentes, focos diferentes, na constituição de um só organismo para nos levar às novas formas de ver, nova estética no ser.

 Num gestar do CONHECER, PENSAR e FAZER, no II curso para Coreógrafos Espíritas acompanhamos as danças tribais da pré-história, dançamos a dança ritual grega, mergulhamos na noite medieval, passeamos pelos salões da corte de Luis XIV, encontramos os traços do CONSOLADOR nas pontas da bailarina, REFLETIMOS com a Dança Moderna e nos QUESTIONAMOS com a Contemporânea para nos perguntar uma vez mais: QUEM EU SOU?

 Num adolescer como coreógrafos espíritas, nossas reflexões nos levaram à outras questões: O que faço? O que quero? O que posso?  Em meios às inquietações, ouvimos as palavras de Lucas[2] nos convidando à ILUMINAÇÃO. A pergunta a fazer então nos levou às portas de Damasco: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA?

 O salão branco foi nosso casulo. Ali aprendemos na vigília do dia e no sono da noite. Momentos maravilhosos que gestamos, brindados pelos instantes de pausa em que voltávamos aos corredores onde pudemos REENCONTRAR os COMPANHEIROS da Mostra. Corredores que como nós também foram gestando, ora tecidos coloridos que caídos do teto nos lembravam que o evento acontecia nos dois planos da VIDA, ora bailarinas que ao longo dos dias foram se materializando. Bailarinas de cristal que rodopiavam nos contra-marcos das portas abençoando nossa passagem; bailarinas floridas e multicores que nos diziam que a graça da vida está na sua DIVERSIDADE; bailarinas dos pequenos quadros apoiados na janela junto à rampa nos indicavam que a HUMILDADE também precisa nos acompanhar. Humildade que foi lembrada pelo rosto azulinho do velho amigo mineiro, sempre silencioso e sempre dizendo tudo. Deveria estar a rememorar naqueles corredores os bailarinos multicoloridos, primeiras visões de sua infância que lhe encantavam trazendo a BELEZA e a PAZ para acalentar seu caminho de RENÚNCIAS.

 As noites caíam e o cansaço quase a nos vencer. Mas havia muito ainda a aprender. E lá estava novamente seu exemplo: DISCIPLINA! DISCIPLINA! DISCIPLINA! Uma vez mais, seus livros ESPARGIAM LUZES sobre nós. Sua história nos fortalecia e emocionava. Duas palavra, ainda meio embargadas, conseguimos pronunciar numa reverência silenciosa: OBRIGADO, Chico.

 O palco foi tomado pelas borboletas coloridas nos lembrando que nos ausentamos de Araras a alguns meses, mas o trabalho nunca parou. Assim como a Humanidade não pára. Acompanhamos a EVOLUÇÃO do homem e dos povos relembrando nossos IRMÃOS da Constelação do Cocheiro. Agradecemos ao CRISTO amoroso pela oportunidade de estar ali. Buscamos a FORÇA da natureza na água, na águia, no urso e na tartaruga. Vimos o depois do fim do mais famoso casal do Teatro Elisabetano e aprendemos que a despedida dos que se amam pode conter a alegria dos jogos pueris. Tivemos novamente a certeza de que sempre dá para tentar, e tentar, e tentar… para encontrarmos a mais simples ALEGRIA gestada da união de chapéus e passarinhos.

 Tivemos que lembrar com as CRIANÇAS a ousar e a curtir muito sermos quem somos e que às vezes, precisamos TRANSFORMAR obstáculos em bancos, e que bancos podem ser degraus para CRESCER sem medo de, de quando em vez, bater o pé e seguir em frente naquilo que acreditamos. As batalhas fazem parte de nosso jornada. E é o apóstolo dos gentios quem nos vem lembrar que o AMOR venceu a espada. Dançamos a REENCARNAÇÃO para lembrar que CORPOS mudam para que o ESPÍRITO se fortaleça. Mas também dançamos a MEDIUNIDADE para não esquecer que a solidão total é um engodo.

 O relógio dizia que já estava terminando a última noite, mas DECIDIMOS, na contradição inerente do ser humano que somos, que poderíamos começar tudo de novo, ali mesmo. Rompendo com o tempo e subvertendo o cansaço, (Que cansaço?!?!?!) sentimos que faltava ainda um grupo a se apresentar. O comando veio do microfone, (Ou terá sido de mais longe?!…) e então subiu ao palco o melhor de todos nós, o grupo UNIÃO da Dança Espírita. Nos entusiasmamos, não apenas repletos de DEUS, mas transbordantes Dele. Queríamos que o mundo soubesse. E gritamos, e elevamos os braços, e LOUVAMOS relembramos o antigo ritual da dança divina. Todos nós queríamos levar para nossas casas o êxtase de estarmos JUNTOS, de dançarmos JUNTOS e a certeza de que permaneceremos JUNTOS mesmo quando a aparente distância se pronunciar em nós.

 E aqueles bailarinos com os note book, sempre em volta da mesa na sala à direita do corredor, e que tantos de nós nos perguntamos “Quem seriam?”. Também estavam em GESTAÇÃO. A Diretoria e o Conselho Doutrinário da ABRARTE se reuniram em Araras e aproveitando a energia ali gerada, traçaram as diretrizes para o movimento da ARTE ESPÍRITA no Brasil, inspirados pela ESPIRITUALIDADE presente. Como um coração, a associação bombeia o líquido da vida e alimenta a chama sagrada reunindo o BELO e o BEM para que a ARTE ESPIRITUALIZADA se estenda à toda pátria do EVANGELHO convocando os artífices do CRISTO porque chegado é o momento da REGENERAÇÃO.

 Como que arrebatados de um sonho, as malas e colchões se amontoaram nos corredores gritando que era preciso retornar. Faz-se necessária nova GESTAÇÃO. Cada um de nós, cada grupo, deve seguir, e multiplicar, e contagiar, e entusiasmar.

 ”NASCER, MORRER, RENASCER, ainda, e PROGREDIR sempre, tal é a lei.”

 Tão rápido vimos chegarem e partirem os carros levando-nos a poucos punhados de nós de cada vez, como se isso pudesse ralentar o instante de partir. Ilusão. Saíamos rápido, mas fortalecidos. Cansados, mas irradiantes. Porque reconhecíamos que estávamos prontos para, DANÇANDO no espaço, sermos os COMETAS do CRISTO, estendendo uma REDE DE LUZ sobre o CORAÇÃO DO MUNDO.

 GESTAR

                         AÇÃO

 ATÉ JÁ!


[1] Coordenadoria de Dança da Abrarte.

[2] Evangelho de Lucas – 11, v.36

Rumo a X Mostra Espírita de Dança

Queridos,

 ter participado de todas as mostras e ter visto e vivido momentos de ascenção, equilibrio, reerguimento e continuação, me deixa, no mínimo, feliz.

Quero parabenizar a todos envovidos no processo, lembrando sempre que o movimento de arte é nosso, mas não nos pertence.

Gostaria de enfatizar também o nosso desenvolvimento com os estudos e com nossa prática, e relevar, principalmente, o nosso contato com as pessoas, lembrando que devemos ser cuidadosos…sempre.

Estar com pessoas queridas que fazem um trabalho tão especial é muito bom. Me sinto privilegiada, gostaria que soubessem.

Obrigada pela oportunidade de estudo e reflexão. Obrigada aos idealizadores e realizadores da mostra de dança. Nunca apaguemos de nossa memória a nossa história. Tratemos os trabalhadores com carinho…respeitemo-nos.

 Obrigada, sempre

 Eneida/Franca – São Paulo

IX Mostra Espírita de Dança

acabou…E agora José?

 

Amigos(as) queridos(as),

Terminada a IX Mostra, precisei de um tempo…pra me afastar e olhar do “lado de fora”.

Acredito que as inspiradas palavras da Denize, refletem muito bem o que foi esse encontro – um processo gestacional.

Só acrescentaria, que esta gestação vem ocorrendo há 9 anos…

Há grupos que contam com mais de uma década, outros que estão começando e JUNTOS,

construindo novos olhares, novas formas de ver a dança no movimento espírita.

Acredito que entre erros e acertos (pois grupo perfeito só de Jesus), o saldo da mostra foi muito positivo – amizade, companheirismo, olhos que brilhavam não sob a luz dos holofotes, mas do ideal que trazem latentes no coração.

 Em o5  Outubro de 2001 quando esse encontro aconteceu pela primeira vez, iniciava-se o processo de gestação…

Importante destacar o papel dos primeiros grupos,  que colocaram os primeiros tijolos desse encontro – o Grupo Sáphyra, as Casas André Luiz, o Grupo FEH, o Grupo JECAL, o Grupo Arte Vida, o Grupo Graça e Luz, o Grupo Evolução, o Grupo Despertar, o Grupo Seareiros…entre tantos outros que deixaram sua contribuição. Grupos que já viveram  tantas experiências de começo e recomeço, de alegrias e tristezas, histórias que dariam verdadeiros livros!

 Sempre valorizei e valorizo o papel da criança, do jovem, no movimento espírita, mas o que seria de nós sem

a experiência dos que vieram antes para erguer, muitas vezes literalmente as primeiras casas espíritas? O que seria de nós, sem a sabedoria de quem já errou e acertou várias vezes, para nos alertar e direcionar os pensamentos e ações ?

 Como também estaria hoje o movimento se tivesse ficado estagnado, da mesma forma de outrora,

sem a alegria da criança, os ideais, o vigor da juventude?O que seria de nós sem a mudança, sem a troca de experiências e papéis, sem a renovação! Sem a transformação!

 Dessa forma, acredito que o ideal acalentado lá atrás…tem se concretizado pouco a pouco com a singularidade de cada um de nós!

 Daqueles que já contam com anos de estrada, bem como dos companheiros que vem se unindo aos demais, trazendo novas propostas, que se conjugam as antigas, numa soma onde 1 + 1 = 1, porque UNIDOS num mesmo ideal, amparados pelo mesmo Pai!!!!!!!

A Mostra foi pensada para que FOSSE MOVIDA e ALIMENTADA pelos GRUPOS ESPÍRITAS DE DANÇA DO BRASIL!

 Puxa, quantos passos, já caminhamos nesta direção?

 Muitos!!!!!

 Sinto nos grupos, nascer essa responsabilidade coletiva pelo trabalho de difusão da dança à luz da Doutrina Espírita, do compromisso de participação ativa, onde não somos meros “participantes”, mas co-criadores de um evento, cujo fracasso ou sucesso pertence a todos nós!!!!

 Que possamos continuar UNINDO mãos e CORAÇÕES, aprendendo com o passado, construindo JUNTOS o presente, com vistas a um futuro muito mais florido, onde a dança sairá dos palcos e irá se misturar com a vida, UNINDO TODOS, velhos e jovens, negros e brancos, independente de credos, dirigindo orações plasmadas na fragilidade de nossos corpos ao Pai Maior, que nos espera com paciência há mais de 2000 anos.

 Não importa o quanto você possa ofertar neste movimento de dança, de arte espírita…O pouco ou o muito.

Na matemática do Cristo, o pouco ofertado com o coração, se transforma em luzes em nossa própria estrada…

Deus sabe o tamanho de nossos esforços, de nossas pequeninas renúncias em prol do trabalho, que não nos pertence.

 Que Jesus nos una e fortaleça.

Que os momentos de sonho e esperança vividos na IX Mostra Espírita de Dança se transformem em trabalho, renúncia, caridade, cada qual junto ao grupo onde Deus nos colocou.

 Não importa o nosso papel, o tamanho da nossa tarefa, mas as transformações que já fomos capazes de operar

em nós mesmos.

Importa que nos amemos uns aos outros,

Que na riqueza das diferenças, respeitemos o trabalho de cada um,

Que no abraço em meio as lágrimas, pelos que torcem uns pelos outros, reforcemos a máxima do Cristo quando asseverou “que seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem!

Que possamos nos apagar para que a mensagem do Cristo brilhe em nossas criações.

Busquemos a simplicidade, ao luxo e a glória mundanas,

pois no final desse grande espetáculo, quando os holofotes desta vida se apagarem, os figurinos se desfizerem,

nos veremos desnudos, nas trevas, que de quem não foi capaz de acender a própria luz interior, se a mensagem de Jesus só foi lema vazio em nossa senda, mas não fez ninho em nossos corações e não coroou nossas ações cotidianas.

 A IX Mostra acabou…E agora José?

A X Mostra já começou…é sonho que já nos embala, é fio que caberá a cada um de nós o papel de tecer!

O Cristo nos  estende as mãos e nos convida a participar: “Eu preciso de você!”

 Fraterno abraço a todos,

 Fé, Esperança, Caridade!

Dani/Belo Horizonte.

 

Cores da IX Mostra Espírita de

Dança 

ARTE e VIDA se confundiram no palco de Araras… Vimos em cada grupo, em cada ser, a vontade de crescimento individual e coletivo, a busca pelo verdadeiro sentido de aqui estarmos, através de ferramenta divina que nos foi confiada…

 Estamos ainda engatinhando… Aos poucos vamos deixando de ser CRISÁLIDAs, vamos rompendo as barreiras que nos impedem de alçar vôos mais altos, para permitir que nossas ASAS DA ALMA se libertem! Somos ainda pequenos grãos de areia, minúsculas gotas d’água no imenso oceano da existência, mas com GRAÇA E LUZ seremos capazes de ILUMINAR milhares de almas sedentas de amor e de esperança, a começar por nós mesmos, os maiores necessitados desta tarefa.

Coroando nossa alegria e aumentando nossa responsabilidade, vemos novos grupos nascerem, novos companheiros se juntando a nós nesta tarefa de irradiar uma arte nova, espiritualizada…

ALEGRARTE-emos todos! Regozijemo-nos pela oportunidade bendita de reparação, de REFORMA ÍNTIMA através da arte, de crescimento e de EVOLUÇÃO por meio da dança.

Que possamos aprender que a verdadeira luz não é aquela que nos chega através do reconhecimento e dos aplausos, mas a que nos mostra nossa verdadeira COR DA ALMA, que nos ilumina interiormente na medida em que nos apagamos, para que o Evangelho do Cristo, única e verdadeira fonte de luz, brilhe em nossos corações e nos de todos aqueles que nos assistem.

Agradecemos, com emoção sincera, a oportunidade de reencontrar velhos companheiros, irmãos de ideal, e de fazer muitos novos amigos, que certamente farão parte do nosso quadro de “amizades eternas”. Sozinhos, como já nos disse Bezerra de Menezes, seremos apenas pontos de vista… Solidários, seremos união, seremos realidade.

Esperamos que muitas outras CORES se juntem às nossas… cores espalhadas por esse Brasil, que já coloriram outras mostras e que virão colorir mostras futuras… E mandamos nosso abraço apertado para todos aqueles que fizeram desta IX Mostra Espírita de Dança uma reunião de trabalho, estudo, amor, companheirismo e agradecimento a Jesus.

Com carinho,

 Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima

Horários de Marcação de Palco

Horários disponíveis somente após o término das inscrições.

Espiritofagia ou Soprofagia ou Animusfagia


1922 – Semana de Arte Moderna

2010 – Semana Nacional de Arte Espírita
- O paralelo que sonhamos -

Oh, não!
Não precisamos negar a cultura humana, materialista. Queremos e precisamos iluminá-la, espiritualizá-la.
Sem pretensão, nem deboche. Apenas por desejo, por dever, por querer, por fome.
O dia não nega a noite, mas revela muito mais aspectos ocultos da paisagem.
A Poesia da Árvore do Evangelho enraiza-se neste solo, neste momento.
A Arte expõe sua beleza, em pétalas de inspiração e perfume que exala da profunda entrega do artista.
O artista não quer servidão da platéia, quer servi-la.
Os ramos da videira, porque entrelaçados, se adensam, se robustecem, fazendo correr a seiva do ideal na sua intimidade.
Sim, é preciso deglutir a arte materialista e a mística.
É preciso digerir consumo, sensualidade, apelação, morte, sofrimento, negação, poder, descrença, razão, fé, comunhão e êxtase; reelaborar estéticas, descobrir levezas, libertar ideias e palavras do convencionalismo de quem vive pelo “aqui-agora”.
O moderno é o espiritual. O velho transformado em novo. Reencarnado.
A vanguarda é a ética do Evangelho, sempre desafiadora, sempre eloquente, sempre devoradora das almas inocentes para produzir espíritos conscientes metabolizados ao longo das eras.
O que se cultiva, serve de alimento.
A cultura do espírito é um alimentar veemente. Uma dieta suculenta, desejável; desejosa de se introduzir na dieta dos encarnados.
A cultura do espírito é conhecimento e cultivo. Cultivo que é ação. É esse desenvolver saber e desenvolver o fazer que do saber decorre.
A SEMANA NACIONAL DE ARTE ESPÍRITA espalha novas ideias.
Dança a morte, canta a Vida, pinta a virtude, olha o invisível, nada é impossível.
Regurgita a alma a toxicidade do domínio da matéria.
Matéria é parceira, não ditadora. Benfeitora, não predadora.
Agora, devora a alma sua própria essência.
Desperta com base nesta ESPIRITOFAGIA ou SOPROFAGIA ou ANIMUSFAGIA.
Nunca esteve tão forte, coerente, consistente.
Nem quando devorava as feras sem cozimento, nem quando consumia os mais industrializados alimentos.
Ela vive na carne, a carne a alimenta, mas não lhe dá fortaleza. A fortaleza ela encontra na matriz do amor.
Amor que é sua própria natureza e a do Criador.
Redesenhe-se a história sob o olhar espiritual.
Redefinam-se as linhas que antes estabeleciam os limites.
Reenquadrem-se os fatos que antes se viam isolados e sem sentido.
Revele-se o além dos bastidores, dos ateliês, das oficinas…
O criar é da alma – o sopro não visto.
Nenhuma alma é desértica.
O criar é a glória.
O criar é vitória.
O criar é o co-operar com Deus.
No metabolismo infinito da Vida, Deus cria e a alma se felicita.
Já não sorve caldos ralos, já não passa fome espiritual.
Tem o maná à sua disposição. A alma não é desértica.
Do pensamento do Criador nasce, Nele se robustece e com Ele produz.
Oh, não!
Não precisamos negar a cultura humana, materialista. Queremos e precisamos iluminá-la, espiritualizá-la.

Realimentá-la com o espírito, para alimentar os espíritos.
Numa
ESPIRITOFAGIA ou SOPROFAGIA ou ANIMUSFAGIA.
ARTISTA ESPÍRITA: alimente-se.

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.…“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na antigüidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem. Ricos eles são de tais objetos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”
O Livro dos Espíritos – Trecho da resposta dos espíritos à questão 628.

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Aprofundando a ideologia da Poesia Pau-Brasil, que desejava criar uma poesia de exportação, o movimento antropofágico brasileiro tinha por objetivo a deglutição (daí o caráter metafórico da palavra “antropofágico”) da cultura do outro externo, como a norte americana e européia e do outro interno, a cultura dos ameríndios, dos afrodescendentes, dos eurodescendentes, dos descendentes de orientais, ou seja, não se deve negar a cultura estrangeira, mas ela não deve ser imitada. Foi certamente um dos marcos do modernismo brasileiro.

Oswald de Andrade ironizava em suas obras a submissão da elite brasileira aos países desenvolvidos. Propunha a “Devoração cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação”.

Unindo ao primitivismo brasileiro um certo primitivismo herdado de Breton (com aproximação ao Marxismo) em um enfoque da psicanálise de Freud, Oswald iria prosseguir aprofundando o seu pensamento neste sentido. Na maturidade, Oswald buscou fundamentação filosófica para a antropofagia, ligando-a a Nietzsche, Engels, Bachofen, Briffault e outros autores, tendo escrito a respeito até teses, como a Decadência da Filosofia Messiânica.

Como o autor observa em depoimento posterior, a antropofagia foi um “lancinante divisor de águas” no modernismo brasileiro. Não apenas por causa do ato de conscientização que significa a “descida antropofágica” – o deslocamento do objeto estético, ainda predominante na fase pau-brasil, para discussões relacionadas com o sujeito social e coletivo – como também pelas opiniões divergentes que gera e que é causa de futuros desentendimentos entre os modernistas. Sem dúvida, o caráter assistemático e o estilo telegráfico utilizados pelo escritor para dar forma a seu ideário antropofágico de certo modo contribuem para a ocorrência de uma série de mal-entendidos. No entanto, a multiplicidade de interpretações proporcionada pela justaposição de imagens e conceitos é coerente com a aversão de Oswald de Andrade ao discurso lógico-linear herdado da colonização européia. Sua trajetória artística indica que há coerência na loucura antropofágica – e sentido em seu não-senso.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. O adjetivo “novo” passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.

Fonte: Wikipédia

Jaime Togores
CE Seara do Amor
Santos – SP
“Amai-vos uns aos outros como eu vos ameis”. Jesus

 

Luz diferente se acende em vários pontos do Brasil essa semana

É com muita alegria e emoção que se iniciou ontem (16/10), em vários pontos do Brasil, a tão sonhada SEMANA NACIONAL DE ARTE ESPÍRITA.

Uma semana inteira dedicada a apresentações artísticas de dança, música, teatro, mostras de artes plásticas, iluminadas pelas claridades advindas de  uma arte alicerçada em nossa querida Doutrina Espírita.

Vários estados brasileiros estão envolvidos nesta empreitada.

Com muito carinho, o presidente da ABRARTE - Associação Brasileira de Artistas Espíritas, fala deste momento tão especial, que com certeza marcará história e corações deste e d’outro lado…

Estimados irmãos.
Desejamos a todos os companheiros que estarão envolvidos ao longo desta semana com apresentações, exposições, estudos e seminários, muita luz e proteção espiritual, para que todos os eventos relativos à Semana Nacional de Arte Espírita sejam coroados de êxito.
Finalmente, conseguimos concretizar esse grande ideal de Leopoldo Machado, que nos foi trazido por nosso querido Gláucio, lá em Vitória, em 2008. Ainda trazemos na memória o entusiasmo, a convicção e a alegria com que nosso mesquitense defendeu a proposta, naquele dia memorável. Que possamos resgatar aqueles momentos tão sublimes e levantar bem alto esta bandeira da Arte Espírita, uma Arte realmente Nova, que vem falar de Vida, de Espiritualidade, de valores verdadeiramente éticos e Cristãos. Que os bons Espíritos continuem nos incentivando, nos iluminando e nos auxiliando nessa empreeitada! Contamos com vocês, queridos amigos espirituais, e dedicamos esse grande evento a todos vocês, desbravadores da Arte Espírita!
Companheiros, com emoção relembramos tantos momentos extraordinários que passamos juntos. Que possamos resgatar todos os sentimentos vividos durante os vários fóruns, ao longo desse tempo.
Aos nossos irmãos mais próximos, do Paraná, que participaram do nosso singelo 1° Fórum, em Florianópolis, acreditando na proposta que acabou dando a arrancada para todo esse movimento. Posteriormente, os guerreiros de São Paulo e Minas que se juntaram a nós em Curitiba, no 2° Fórum.  Aos goianos, baianos e capixabas que se agregaram em Araras. E daí pra frente, cariocas, piauienses, tocantinenses, cearenses, potiguares, pernambucanos, sergipanos, brasilienses, amazonenses, paraibanos e matogrossenses vieram trazer suas energias. Não podemos esquecer ainda dos companheiros do Pará, Rio Grande do Sul e Roraima que, apesar de não poderem estar presencialmente nos fóruns, também são membros de nossa família através dessa lista. E irmãos de outras terras ainda não conquistadas mas que, quiçá, em breve estarão conosco.
Que aquela singela e sublime estrela cadente que sobrevoou a FEEB na noite extraordinária em que foi fundada a Abrarte, qual a estrela que guiou os magos reis à manjedoura do Nazareno, possa brilhar forte em nossas mentes e corações. Vamos iluminar o Brasil com a mensagem sublime e verdadeira do Espiritismo.
Um grande beijo a todos, com carinho e muitas saudades!
Rogério
NEA/Abrarte/Florianópolis

Espetáculos aprovados – IX Mostra 2010

Horários de apresentação dos Ballets durante a IX Mostra Espírita de Dança:


GEDRI: 13/11 – Sábado, às 13:20 horas.

CRISÁLIDA: 13/11 – Sábado, às 20:30 horas.

ILUMINAR: 14/11 – Domingo, às 20:30 horas.

ASAS DA ALMA: 15/11 – Segunda-feira, às 08:00 horas.

GEDE: 15/11 – Segunda-feira, às 11:45 horas.